quarta-feira, 29 de abril de 2009

Sonhos de uma noite de outono

A noite a lua veio alumiar
O que restou dos dois
Suas dores, seus pesares seus amores
A casa antes tão pequena
Agora estava vazia
E tão grande ficou, que um palacete parecia
As paredes não refletiam mais as sombras na penumbra
Elas não eram mais testemunhas de todo aquele encanto
O silêncio era ensurdecedor e exalava por todo canto
Lamentando a ausência daquilo que não foi
A madrugada abrigava os sonhos perdidos
Sonhos tão intensos que eram possíveis até serem ouvidos
Rasgando a noite a procura de pequenas ilusões
Pobres corações que o descaso aplacou
Agora sofrem calados cada qual com o seu sofrer
Aos prantos em prece, órfãos do amor
Agarram-se a fé única e exclusiva companheira que lhes restou.
(Ricardo)

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